DIR® Floortime

*Na Profectum o chamamos de DIR®FCD™ Floortime por que além de considerarmos o Desenvolvimento, as diferenças Individuais e os Relacionamentos, entendemos ser de suma importância que a pessoa tenha Capacidade Emocional para esse desenvolvimento.


Este é um modelo desenvolvimentista que começou a ser estudado ainda na década de 1970 com o objetivo de sistematizar e integrar as melhores informações sobre o crescimento da mente e do cérebro, ou seja, entender o desenvolvimento humano de maneira integrada. A teoria do DIR foi descrita pela primeira vez por Greenspan em 1975 em sua monografia - A Consideration of Some Learning Variables in the Context of Psychoanalytic Theory -, sendo desenvolvida pelos próximos 20 anos seguintes​ no "Programa de Desenvolvimento Clínico Infantil" do National Institute of Mental Health/ USA, juntamente à Wieder e colaboradores de diversas áreas.

O DIR® Floortime é um modelo baseado no Relacionamento, nas Diferenças Individuais e no Desenvolvimento, que olha para todas as PESSOAS DURANTE TODO O SEU DESENVOLVIMENTO!!!!

“O DIR® Floortime é uma forma de se relacionar com uma criança na qual reconhecemos e respeitamos sua experiência emocional comunicada em suas ações, ideias e intenções. A interação é utilizada de forma a ajudar a criança a alcançar um maior senso de propósito, construindo sua capacidade de se envolver e comunicar em níveis cada vez mais complexos de desenvolvimento." (Cullilane, 2014)

      Sabe as escalas de Bayley de desenvolvimento infantil amplamente utilizada para avaliação do desenvolvimento infantil? É uma escala revisada, padronizada e reconhecida mundialmente como uma das melhores devido à qualidade dos resultados apresentados. Pois então, a escola socioemocional Bayley-III foi escrita em parceria com Greenspan e adota os marcos do DIR como referencial! Você sabia?
       O primeiro artigo, publicado por Greenspan & Wieder, sobre o modelo DIR foi o 'Developmental patterns and outcomes in infants and children with disorders in relating and communicating: A chart review of 200 cases of children with autistic spectrum diagnoses'. A pesquisa foi realizada por seis anos de estudo longitudinal com bebês de famílias multirriscos, nas áreas de psicologia, medicina e educação, linguagem, cognição, saúde mental, desenvolvimento infantil, processamento sensorial e desenvolvimento motor. Através de uma revisão d​e​ gráficos de 200 crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista comparadas​ a 20 crianças em desenvolvimento típico​, com o objetivo​ de revelar padrões de sintomas, dificuldades de processamento subjacentes,​ desenvolvimento precoce e resposta à intervenção, a fim de gerar hipóteses para estudos futuros.​
** Este artigo foi publicado em anexo no livro ‘The Child with Special Needs: Encouraging Intellectual and Emotional Growth”.

Principais autores utilizados como referencial teórico:
DESENVOLVIMENTO
Freud (visão biopsicossocial), Erikson (teoria do desenvolvimento psicossocial/ psicologia do desenvolvimento), Anna Freud (desenvolvimento infantil e mecanismos de defesa), Vygotsky (Aprendizagem mediada), Piaget (teoria do desenvolvimento cognitivo - conhecimento centrado no desenvolvimento natural da criança), Mahler (desenvolvimento psíquico precoce), Pine (motivação), Kohlberg (teoria dos níveis de desenvolvimento moral), Montessori ("educação para a vida"), Mellanie Klein (desenvolvimento dinâmico).
DIFERENÇAS INDIVIDUAIS
(Características fisiológicas, neurológicas, psicológicas, de comunicação, motoras e sensoriais únicas)
Escalona, Murphy, Brazelton, Ayres (integração sensorial), Miller
RELACIONAMENTOS
Bowlby (Teoria do Apego), Winnicott ("mãe suficientemente boa"), Fraiberg (relação mãe-bebê), Tronick ( Relações de confiança são fundamentais para a aprendizagem das crianças), Fonagy (parentalidade e experiências traumáticas).

* Qual a sacada para compreender o desenvolvimento?
* O que buscavam com esse estudo?
* Porque algumas crianças desenvolvem mesmo sem um ambiente adequado e outras não?
* Como a psicopatologia se desenvolve em bebês de famílias multirriscos?
* Como os padrões de cuidado afetam o desenvolvimento da criança?
* Bebês de risco nascidos com vulnerabilidades constitucionais que vivem em circunstâncias cronicamente sem suporte, provavelmente sofrerão sucessivas falhas no desenvolvimento?* Quais técnicas clínicas e modelos de prestação de serviços são necessários para a intervenção preventiva?

O objetivo dessa pesquisa era, acima de tudo, gerar hipóteses para estudos futuros a medida que pudessem 

--> Revelar padrões de sintomas

--> Dificuldades de processamento subjacentes

--> Desenvolvimento precoce e resposta à intervenção


         Para algumas crianças qualquer tipo de estimulo, em qualquer situação familiar os padrões de interação ocorrem de maneira espontânea e automática. Certo? Para crianças com necessidades especificas, não acontece da mesma forma já que precisam de ambientes muito específicos.

"O ambiente fornece apenas nutrientes específicos para o crescimento apropriado do cérebro que nossa biologia interna fornece, em termos de enzimas, e vias biológicas apropriadas. Ambos devem estar presentes, o substrato biológico e o experenciar ambiental.” (Greenspan)
RELACIONAMENTOS
          A importância do afeto, das emoções e relacionamentos, para o crescimento do cérebro que se desenvolve devido a qualidade de interação entre crianças e seus cuidadores nos primeiros anos de vida.
DIFERENÇAS INDIVIDUAIS
         Há capacidades ocultas importantes por trás das palavras e comportamentos da criança, mostrando que elas são individualmente diferentes na forma de processar sons, a linguagem e o espaço visual; em planejar e sequenciar atos motores (ligado aos comportamentos repetitivos); e em modular sensações.
DESENVOLVIMENTO
         Há um mapa do desenvolvimento funcional com 6 níveis principais - e mais 3 adicionais - que sintetizam e integram todas as capacidades do desenvolvimento.


        Sendo então, um modelo que entende o comportamento como a ponta do Iceberg, que observa a criança de modo compreensivo (desenvolvimento humano, interação com o ambiente, diferenças internas de processamento intermediadas biologicamente e o mapa de desenvolvimento da criança) integrando marcos do desenvolvimento ao ambiente, as diferenças individuais, não sem considerar o papel vital dos relacionamentos familiares na formação de todos os aspectos do desenvolvimento. Além disso, associado à técnica do Floortime de seguir a liderança da criança, possibilita um Desenvolvimento Emocional (Saúde Mental), Simbólico e Intelectual de maneira integrada.

"É dentro do contexto da família, cultural e da comunidade, que esses relacionamentos e interações emocionais ocorrem. Significa uma abordagem cultural e comunitária mais ampla baseada na família e nos relacionamentos com crianças com necessidades específicas” (Greenspan)


* Há limitações no método utilizado na pesquisa, para identificar padrões de desenvolvimento e evolução de crianças com graves problemas de relacionamento e comunicação.
* Os dados utilizados sugerem um modelo para entender a disfunção subjacente em crianças com graves distúrbios de se relacionar e se comunicar.
* Pode haver melhor evolução as intervenções que promovam desde o início o engajamento, trocas afetivas e formas espontâneas de se relacionar, bem como o pensamento criativo e abstrato.
* Importância do diagnóstico diferencial: os diferentes padrões observados em crianças com TEA também têm implicações para outras categorizações de relação e comunicação.

No caso do autismo, especificamente, eles observaram que:
--> Um programa de intervenção adequado que se concentre nas diferenças individuais (I), no nível de desenvolvimento (D) e na interação afetiva (R) pode ser especialmente promissora;
--> A dificuldade em se engajar em uma comunicação gestual complexa e proposital​ é um marcador precoce;
--> As dificuldades de relação e intimidade são muitas vezes secundárias aos distúrbios de processamento subjacentes. Inclusive sugerindo a necessidade de mudar os critérios para diagnosticar o autismo já que diferente do que se acreditava, muitas das crianças autistas podem se tornar bastante amorosas e carinhosas, pensativas e criativas.
            Vale ressaltar que, de acordo com o parecer técnico da SBFa (2019), "Programas como DIR-Floortime possuem uma perspectiva desenvolvimentista que, na visão de Lampreia, pode ser adaptada às necessidades individuais das crianças, desde que abranjam áreas como a comunicação (verbal e não verbal), imitação, processamento sensorial, jogo com pares e a família. A autora ressalta ainda que a eficácia das terapias para o autismo são de difícil controle experimental pela multiplicidade de fatores envolvidos mas, uma vez atendidos os aspectos citados, existe grande possibilidade de programas desenvolvimentistas terem sucesso desde que em condições naturalísticas em que as crianças desfrutem de atividades no cotidiano e que levem em conta os aspectos singulares de cada criança."

            Além disso, o CDC - Centers for Disease Control and Prevention - endossado pela academia americana de pediatria e a sociedade pediátrica de desenvolvimento e comportamento, entende o DIR® Floortime como uma das possibilidades de intervenção no autismo que tem como foco o desenvolvimento emocional e relacional.

            Em ​2005, oito anos depois, publicaram o artigo 'Can Children with Autism Master the Core Deficits and Become Empathetic, Creative and Reflective? A Ten to Fifteen Year Follow-up of a Subgroup of Children with Autism Spectrum Disorders (ASD) Who Received a Comprehensive Developmental, Individual-Difference, Relationship-Based (DIR) Approach'. Neste, relataram o acompanhamento feito de um subgrupo de 16 crianças e suas famílias, pelo período de 10 a 15 anos, visando responder se essas crianças poderiam ir além das expectativas do que se esperaria em outras abordagens (mudanças comportamentais superficiais e habilidades acadêmicas). As crianças do estudo evoluíram de seus sintomas principais e seus déficits, demonstraram competência em uma ampla gama de atividades. Embora alguns desafios sensoriais residuais tenham permanecido, eles não atrapalharam seu relacionamento, habilidades de comunicação e pensamento. Como outros adolescentes, no entanto, eles não eram imunes a problemas de saúde mental e alguns mostraram ansiedade e depressão.
        Nos anos seguintes diversos outros pesquisadores publicaram artigos diretamente relacionadas ao modelo ou referenciando características deste, entendendo a importância das intervenções direcionadas a compreender o papel ativo da criança, seu contextos social de aprendizagem e o papel central da relação pai-filho; a importância do envolvimento familiar na intervenção e de que esta seja baseada da individualidade de cada criança; assim como os relacionamentos podem mudar a estrutura do cérebro e afetar o desenvolvimento social e emocional. Além da importância da familia poder eleger a melhor intervenção, ou combinação de intervenções. (Lord & McGee, 2001; Siegel, 2001; Siller et. al, 2002; Gernsbacher, 2006; Kasari, et. al, 2008; NIMH, 2009; Zwaigenbaum et al, 2009; Elder et. al, 2010; Wallace & Rogers, 2010; Casenhiser, 2011; Pfeiffer, et. al, 2011; Siller et. al, 2013; Oono, et. al, 2013; Casenhiser et. al, 2014; Liao et. al, 2014; Solomon et. al, 2014; Wong et. al, 2015)

REFERENCIAS
American Speech-Language-Hearing Association, Ad Hoc Committee on Autism Spectrum Disorders. Principles for Speech-Language Pathologists in Diagnosis, Assessment, and Treatment of Autism Spectrum Disorders Across the Life Span. Disponível em: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/autism/#collapse_8. Acesso em: 06 de outubro de 2021.
Brasil, Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). Brasília, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_reabilitacao_pessoa_autismo.pdf. Acesso em: Acesso em 06 de outubro de 2021.
_____, ____________. Linha de cuidado para a atenção às pessoas com transtornos do espectro do autismo e suas famílias na rede de atenção psicossocial do sistema único de saúde. Brasília, 2015. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/linha_cuidado_atencao_pessoas_transtorno.pdf. Acesso em: 06 de outubro de 2021.
Bowlby, J. (1951). Maternal care and mental health. World Health Organization (WHO). Monograph Series, no. 51. Geneva: World Health Organization.
Breinbauer, C.; Mancil, T.L.; Greenspan, S. The Bayley-III SocialEmotional Scale. Elsevier, 2010.
Casenhiser, D (2011) Learning through interaction in children with autism: Preliminary data from a social-communication-based intervention Autism Sept 2011
Casenhiser, D, Binns, A., McGill, F., Morderer. O. & Shanker, S. (2014 ePub). Measuring and supporting language function for children with autism: Evidence from a randomized control trial of a social-interaction based therapy.
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION, Early Intervention and Education. Disponível em: https://www.cdc.gov/ncbddd/actearly/autism/curriculum/documents/Early-Intervention-Education_508.pdf. Acesso em 06 de outubro de 2021.
Elder, J.; O’Donaldson, S.; Kairella; J; Valcante, G; Bendixon, R; Ferdig, R; Self, E; Walker, J; Palau, C & Serrano, M. (published online 2010). Inhome training for fathers of children with autism: A follow up study evaluation of four individual training. Journal of Child Family Study. 20(3); 263- 271.
Edelman, L. (2004). A relationship-based approach to early intervention. Resources and Connections, 3(2), 2–10.
Gernsbacher M.A., (2006). Toward a behavior of reciprocity. Journal of Developmental Processes, 1, 139-152. http://psych.wisc.edu/lang/pdf/gernsbacher_reciprocity.pdf
Greenspan, S.I. and Wieder, S. (1997) Developmental patterns and outcomes in infants and children with disorders in relating and communicating: A chart review of 200 cases of children with autistic spectrum diagnoses. Journal of Developmental and Learning Disorders 1:87-141.
Greenspan, S.I. and Wieder, S. (2005) Can Children with Autism Master the Core Deficits and Become Empathetic, Creative and Reflective? A Ten to Fifteen Year Follow-up of a Subgroup of Children with Autism Spectrum Disorders (ASD) Who Received a Comprehensive Developmental, Individual-Difference, Relationship-Based (DIR) Approach. The Journal of Developmental and Learning Disorders 9.​
Kasari, Connie; Paparella, Tanya; Freeman, Stephanny; Jahromi, Laudan B. “Language outcome in autism: Randomized comparison of joint attention and play interventions.” Journal of Consulting and Clinical Psychology. Vol 76(1), Feb 2008, 125-137.
Liao, S.; Hwang, Y; Chen, Y.; Lee, P.; Chen, S & YiLin. (2014). Home-based DIR/Floortime intervention program for preschoolers with autism spectrum disorders: Preliminary findings. Physical and Occupational Therapy in Pediatrics. Early online: 1-12.
Lord, Catherine; McGee, James (Editors). Committee on Educational Interventions for Children with Autism. Educating Children with Autism. Division of Behavioral and Social Sciences and Education, National Research Council. Washington, DC: National Academy Press (2001) p 217
National Center for Clinical Infant Programs (1987). Infants in Multirisk Families. Case Studies in Preventive Intervention. Stanley I. Greenspan, Serena Wieder, Robert A. Nover, Alicia Lieberman, Reginald S. Lourie, Mary E. Robinson, eds. Clinical infant Reports, Number three. International Universities Press.
NIMH. (June 2, 2009). Autism Spectrum Disorders (Pervasive Developmental Disorders. Retrieved June 8, 2009, from http://www.nimh.nih.gov/health/topics/autismspectrum-disorders-pervasive-developmental-disorders/index.shtml
Oono IP, Honey EJ, McConachie H. Parent-mediated early intervention for young children with autism spectrum disorders (ASD). Cochrane Database Syst Rev. 2013 Apr 30;(4):CD009774. doi: 10.1002/14651858.CD009774.pub2. PMID: 23633377.
Pajareya and Nopmaneejumruslers, Autism, Vol 15(2) 1-15. June 2011
Pfeiffer, B. A., Koenig, K., Kinnealey, M., Sheppard, M., & Henderson, L. (2011). Research Scholars Initiative—Effectiveness of sensory integration interventions in children with autism spectrum disorders: A pilot study. American Journal of Occupational Therapy, 65, 76–85
Siegel, D. (2001). Toward an interpersonal neurobiology of the developing mind: attachment relationships, “mindsight,” and neural integration. Infant Mental Health Journal, 22, 67-94.
Siller M. & Sigman, M. (2002). The behaviors of parents of children with autism predict the subsequent development of their children's communication. Journal of Autism and Developmental Disorders, 32, 77-89.
Siller, M; Hutman, T & Sigman, M. (2013). A parent-mediated intervention to increase responsive parental behaviors and child communication in children with ASD: A randomized, clinical trial. Journal of Autism and Developmental Disorders. March. 43(3), 540-550.
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Parecer eficácia dos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas no tratamento de indivíduos com transtorno do espectro autista. são paulo, 2019.
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Parecer parecer métodos clínicos e diretrizes terapêuticas ampliadas no tratamento de indivíduos com transtorno do espectro do autismo. são paulo, 2019.
Solomon R, Van Egeren L, Mahoney G, Quon-Huber M, Zimmerman P. (2014) PLAY Project Home Consultation Intervention Program for Young Children with Autism Spectrum Disorders: A Randomized Controlled Trial. J Dev Beh Pediatrics. 35(8): 475-485.
Wallace KS, Rogers SJ. Intervening in infancy: implications for autism spectrum disorders. J Child Psychol Psychiatry. 2010 Dec;51(12):1300-20. doi: 10.1111/j.1469-7610.2010.02308.x. Epub 2010 Sep 24. Erratum in: J Child Psychol Psychiatry. 2011 May;52(5):627. PMID: 20868374; PMCID: PMC4928976.
Wong C, Odom SL, Hume KA, Cox AW, Fettig A, Kucharczyk S, Brock ME, Plavnick JB, Fleury VP, Schultz TR. Evidence-Based Practices for Children, Youth, and Young Adults with Autism Spectrum Disorder: A Comprehensive Review. J Autism Dev Disord. 2015 Jul;45(7):1951-66. doi: 10.1007/s10803-014-2351-z. PMID: 25578338.
Zwaigenbaum et al (2009), Clinical Assessment and Management of Toddlers with Suspected autism spectrum disorder: Insights from studies of High-risk infants.

Comentários